12
Mai
09

Bela magrela casou com o senhor barata rato

Essa frase aí em cima era uma das tentativas de milhões de pessoas, como eu, que têm dificuldade… não, que têm ódio de química e precisavam decorar a tabela periódica para o vestibular (e passar de ano no colégio).

Mas, então, minha atual fonte de baboseiras acaba de mandar uma solução para aqueles que não têm a menor paciência para decoreba:

Surrupiei daqui.

Olha, pode até não ajudar, mas já é uma boa desculpa para divagar… Clique na imagem para ampliá-la.

11
Mai
09

Tela Quente

Tnx, Sinara!

05
Mai
09

Hay que se foder

Algum austríaco mucho loco realizou o meu sonho (e aposto o de muitos outros) de quebrar o nariz daquele vendedor de camisetas safado, o Che Guevara. Aliás, não só quebrou como simplesmente o arrancou.

Infelizmente, como o imbecil já está morto, não poderia ter me candidatado à missão tão nobre. Mas em Viena há uma estátua do Che, ao que parece pela foto, de bronze. Junte a essa estátua um vienense cheio de cachaça na cabeça e algo pesado como um pé de cabra na mão e o resultado é esse da foto abaixo.

che gayvara

De acordo com o site UOL, onde foram veiculadas a notícia e a foto, os governos de Cuba e Bolívia se manifestaram a respeito do caso e o classificaram como um “ato facista”.

Quanto à inscrição “TERRORIST” (terrorista), dedicada a ele, tudo bem…

04
Mai
09

Vaaaaaai Curiiiiiitia!

Vaaaaaai Curiiiiiintia!

Quem foi que teve a brilhante idéia de fazer uma chuva de papel picado e serpentina junto com uma chuva de faíscas? Gênio!

Mas, tudo bem. A taça continuou intacta.

VAAAAAAI CURIIIIIINTIA!

30
Abr
09

Trilha sonora do submundo

Passeando pelo mundo do torrent, acabei baixando a trilha sonora do Underworld: Rise of the Lycans. Nesse terceiro filme da série sobre a eterna luta entre vampiros e lobisomens… Ah! Você não sabia? Qualquer nerd sabe que tem uma luta entre essas duas raças e que os seres-humanos estão no meio. E para não se foderem também, os nerds se fantasiam de vampiro ou lobisomem, na esperança de não serem atacados na estréia do filme.

Enfim, nesse terceiro filme é contada a história (ou uma delas) que deu origem à trilogia. Um lobisomem que se apaixona por uma vampira tem que lutar contra a escravidão do seu povo para viver o seu amor… argh! Só que o papai vampiro não gosta de lobisomens, a não ser como mascotes e daí se desenrola o filme. Sim, é mais um filme sobre vampiros, só que com um ar gótico-death metal-hi tech. A diferença para aquela chatice da série Crepúsculo é que os personagens trepam. Ah! Você não sabia que os personagens da série de maior sucesso entre adolescentes espinhudos e com um pouco de tecido adiposo em excesso não trepam? Pois é.

Mas, voltando ao Underworld, a trilha sonora é bem a cara do filme (que eu não assisti ainda, mas deve ser a mesma coisa dos outros dois). Bacaninha e com alguns poucos pontos fortes. Quando você for comprar, ou baixar, não se assuste com as bandas que você nunca ouviu falar. Se você tiver mais de 30 anos, como eu, você pode entrar no site do Fábio Massari e se atualizar. Se tem menos que 30, talvez as únicas coisas que você desconheça são The Cure e Perry Farrell.

A primeira música é interpretada por alguma coisa chamada Puscifer (Pus + Lúcifer, sacou? Hã, hã, hã?! Duh…). Até que é legal. Batidinha eletrônica, efeitos sonoros, um baixo discreto, guitarra elétrica… o de sempre para filmes desse gênero. Na sequência vem a do Cure. A voz do Robert Smith é indefectível. Mas o som não veio com cara de The Cure, pois parece que a música foi produzida por um dos caras do Puscifer (Caaaaaaara! Puscifer! Grande sacada! Uh-hu!!) e ficou meio lounge, meio calabresa. Mas legal.

A terceira vem rasgando com o Perry Farrell gritando Nasty Little Perv (título da música), sobre uma batidinha eletrônica acompanhada de guitarras, batera e baixo (bem cozinha mesmo), além de uns samplezinhos. Bem a cara do velho vocalista da banda com nome de puta (aliás, puta banda, diga-se de passagem). Depois vem Deftones mandando um nu-metal bem nu-metal. Guitarras pesadas com vozes choradas, cantando lamúrias e sonhos sinistros… eca.

Bom até aí, só não conhecia a Puscifer (Nuoooooossa! Cara, não me conformo com a criatividade! …). O daqui pra frente é que me travou. AFI, Alkaline Trio, William Control, Genghis Tron (faça-me o favor…), Blaqk Audio (Não. Não foi erro de digitação), Trhice, Combichrist, Black Light Burns, Drop Dead Gorgeous, King Black Acid, From First to Last (faz-me rir) e Ghosts on the Radio. As que não são eletrônico são emo. As que são eletrônico também têm uma tendência a emo. Ou seja, só deu pra escutar inteiras as quatro primeiras músicas. A primeira pela curiosidade, confesso. Afinal, Puscifer não é demais?!?

Realmente, tou ficando velho.

30
Abr
09

Odeio a grande maioria

Simplesmente odeio esse termo. Odeio mais ainda quem inventou! Quem porra é a grande maioria? Deve ser parente do elo de ligação, casada com o a nível de e vai estar tendo um filho de um erro gramatical com quem transou há nove meses atrás.

Depois chiam quando eu xingo.

28
Abr
09

Ecochatos e afins

Incrível! Tem uma coisa que eu adoro numa coisa que eu odeio. Eu odeio ecochatos e suas organizações igualmente chatas. Odeio seus discursos sobre o fim do mundo, beirando o messianismo apocalíptico tresloucado dos evangélicos.

Mas eu adoro os protestos deles. Principalmente os do PETA. Pra quem não sabe, ou não teve a curiosidade de clicar no link anterior, é uma ONG que faz campanhas pelo tratamento digno dos animais. Eu acho isso muito legal, juro. Mas só até aí. O problema é quando eles resolvem fazer proselitismo de vegetarianismo e uso de produtos que não sejam de origem animal.

Será que os caras, além desses outros vegetarianos chatos, não se ligaram que o ser-humano é CARNÍVORO? Algum deles já teve a curiosidade de pesquisar sobre o esmalte dos nossos dentes? Ou sobre o nosso aparelho digestivo? Ou sobre a necessidade de proteína animal? Ah, façam-me o favor! Que graça teria se não usássemos couro? Esse povo deve ser frígido e não deve ter nenhuma libido! Já pensou não poder ver aquela gostosona, com aquela bundinha cujas nádegas parecem mais as metades de um ovo cozido de tão bem feitinhas e durinhas, não podendo usar uma calça de couro agarradinha, ou uma bota de couro, com cano e salto altos? Couro é excitante, acordem para a vida!

Mas, voltando ao que eu realmente gosto nos protestos: as gostosas nuas e seminuas que aparecem neles. Por exemplo esse abaixo, noticiado no UOL hoje:

petaprotest1

 

Fala sério! Onde eles arrumam tanta gostosa assim? Claro que em alguns protestos, a gente acaba sendo atacado por alguma gorduchinha ou um peitinho murcho balouçante… Mas na maioria deles são só gostosas. Acho que eles usam a máxima da associação das campanhas de ferramentas, que o Jerry Seinfeld descreveu com perfeição. Imaginem uma campanha publicitária de ferramentas. “O que aquela gostosa, usando shorts cavados e decote está fazendo segurando aquela caixa de chaves de fenda? E se eu tivesse aquela caixa, quem sabe a gostosa… Hummm. Claro!”

Acho que é a mesma coisa nesses protestos. “O que aquelas gostosas estão fazendo seminuas num protesto do PETA? E se eu parasse de comer carne e usar couro, quem sabe as gostosas… Hummm. Claro!”

14
Abr
09

Yo Gabba Gabba!

smallgabbagabba

Depois que minha filha descobriu a TV, nunca mais consegui assistir um canal que não seja infantil. Não são muitos, mas pra vocês terem uma idéia, os poucos que têm são o suficiente para resumir meu repertório a músicas que ensinam boas maneiras ou a contar de zero a dez. Já tem gente dizendo por aí que me tornei um ser-humano melhor e mais articulado…

Mas tem um, em especial, que me chamou a atenção desde a sua estréia: o Yo Gabba Gabba!

É o tipo do programa que você torce o nariz no primeiro episódio. Mas só se você assisti-lo sem saber de algumas curiosidades e prestar atenção a alguns detalhes na tela.

Pra começar, Gabba Gabba é uma referência ao grito de guerra dos Ramones: Gabba Gabba Hey! O programa tem uma temática bem anos 80, mais especificamente usando a linguagem dos games dessa época, como os do Atari. Os personagens são um show a parte: Muno, o monstro cocô seco; Foofa, a cebola falante que já passou do ponto; Brobee (ou Barriga), o monstro com aspecto de casca de melancia na lata do lixo; Toodee (ou Gatinha), a gata-vampiro-mutante de outro planeta; e Plex, o robozinho feito de materiais encontrados no porão de casa. Tá legal, essas definições não condizem com a verdade, mesmo porque os personagens são bem bacanas. Ancorando o programa, o doidão DJ Lance Rock, com seu macacão laranja e um chapéu, também laranja, à Jay Kay (Jamiroquai). Ele, com seu jeitão funk-rapper é a referência para o Yo do nome.

A música (sempre beat, rock ou eletrônica) rola durante o programa todo, entre brincadeiras e convidados especiais. E são esses convidados especiais que tornam o programa mais legal. Entre eles, Elija Wood, Tony Hawk (ele mesmo!) e Jack Black. Além disso, as atrações musicais são bem legais. Algumas bandas bacanas, que só o Fábio Massari conhece, como Aggrolites, Aquabats (um dos criadores do programa toca nela) e Supernova, aquela banda que entrou com um processo contra a banda do Tommy Lee (ex-Pamella Anderson) e Jason Newsted (Metallica), que também chamava Supernova e agora chama Rock Star (urgh!). Essas atrações musicais são responsáveis pelos hits mais legais que já ouvi. Sem sacanagem! “Bananas”, do Aggrolites é um reggae muito legal; “Festança na minha pança” (ou Party on my tummy), dos próprios personagens, é espetacular; e o Festa na Piscina (Pool Party!), do Aquabats é docaráleo! Parece um Devo repaginado. Aliás, Mark Mothersbaugh, o vocalista do Devo, tem um quadro fixo no programa, em que ele ensina a criançada desenhar. E tem mais: Yo Gabba Gabba! fez uma apresentação ao vivo na Amoeba Music, a loja de música mais cool de todas as três Américas.

Quer saber mais? Assista no canal Playhouse Disney, geralmente às 10h30 e às 20h30.

Confira aqui a programação.

13
Abr
09

O bom ditador

Evo Morales entra em greve de fome. Mas não é por alguma causa nobre, como o sofrimento das camadas mais pobres. Nem pelos direitos das minorias, nem pela matança desenfreada de espécies em extinção. A greve de fome, neste caso, é para sensibilizar os deputados e senadores de seu país a votarem uma lei eleitoral que pode deixá-lo no poder até 2015.

Fazendo uma corruptela da frase recorrente do presidente Lula, nunca na história deste planeta houve um caso de alguém com pretensões despótico-ditatoriais que fizesse greve de fome para se manter no poder. Por que ele não faz como o Hugo Chavez e, muito antes, Fidel Castro e simplesmente bate com o cetro na mesa e muda a Constituição em seu favor? O que ele acha que vai acontecer se a greve de fome surtir efeito? Que ele vai ter aprovação mundial?
Eu não tenho ouvido nada a respeito de outros líderes de outros países solidários à causa. Nem do Lula.
Evo Morales é uma tentativa patética de criar o conceito do “bom ditador”.

Imaginem um país em que seu eterno governante permanece no poder através de mecanismos legais que garantam seu status de chefe de governo e de Estado e que, de quebra, tenha o apoio total e irrestrito de sua população. E esse governante só se preocuparia com o bem estar dos cidadãos (leia-se condições para que todos cresçam e não esmolas para se manterem) e estimularia o relacionamento comercial com outras nações, visando o crescimento da economia interna e externa (esta última com o intuito de manter o “cliente” ativo e gastando). E no dia em que aparecer alguém que possa dar continuidade ao seu projeto de governo, ou que a população não o quiser mais no poder, o bom ditador se recolheria à sua aposentadoria e deixaria o poder em favor dos clamores da população.

Isso não existe, diria Padre Quevedo. Afinal, as palavras “bom” e “ditador” dificilmente se combinam numa mesma frase, além de serem excludentes. Mas o que o Evo quer é provar que ele pode ser a personificação desse conceito. Diferentemente de Chavez e Fidel, que assumiram sua condição de caudilhos, Evo quer a aprovação mundial. Ora, e desde quando um ditador se lixa para o que os outros países pensam?

Eu acredito que ele vê nos modelos de Chaves e Fidel uma maneira equivocada de se manter no poder. Assim, ele desenvolve um estilo de despotismo açucarado, se fazendo de vítma ao lhe ser negado o poder eterno. Enquanto Fidel tomou o poder à força e Chavez reescreveu a carta magna de seu país, fatores que os tornaram populares apenas nos círculos intelectualóides de esquerda e nos movimentos sociais da vertente socialista, Evo Morales quer mostrar ao mundo que um ditador pode ser uma boa opção para um país.

Convenhamos, a história está recheada desses lunáticos. Hitler, guardadas as devidas proporções, tentou fazer o mesmo na Alemanha, com a diferença que o relacionamento comercial com os outros países se resumia a “eu te invado, você se rende e em troca eu te fodo”. Mas as ações clássicas, como desarmar a população, controlar a imprensa e estabelecer um inimigo comum que una a grande massa num clima de “nós contra eles”, são as mesmas em todos os casos.

Do fundo do meu coração? Morra de fome, Evo.

16
Dez
08

Mundo pequeno (e ficando cada vez menor)

Cena 1: Compras no supermercado

Andando pelos corredores, ele nota uma bela mulher analisando a data de validade de uma lata de molho de tomate. Em uma escaneada padrão, ele constata que ela é realmente espetacular. Mas, como é casado, fica só na escaneada. A moça começa a andar na sua direção e, percebendo que está sendo observada, olhando-o como se estivesse interessada também. Ele não é bobo e sabe que algumas oportunidades não se perdem. Ainda caminhando, ela olha para sua mão esquerda, se detendo por alguns instantes na aliança e volta a olhá-lo. Assim, dá um sorrisinho simpático, mas com segundas intenções e fica na sua. Ela permanece olhando, mas sem retribuir a ’simpatia’. De repente, ela para na sua frente, olhando em seus olhos. Constrangido, pois desde que se casou nunca havia conseguido uma reciprocidade assim tão fácil, ele se esforça em abrir mais ainda seu sorriso e fazer uma cara sedutora, soltando as primeiras palavras que lhe vêm à cabeça (‘Ainda não enferrujei’, pensa):

- Oi… Estava procurando alguma coisa nesse corredor mas, desde que te vi, não consigo mais me lembrar…

- Que você é casado, Flávio?

- Bom, eu… é que… péra aí! Como você sabe meu nome?

- Além de não perder a velha mania de sair por aí galinhando, agora deu pra perder a memória, seu cachorro?

- Como assim? Péra aí, vamos conversar… Eu te conheço?

- Ai, meu Deus! Eu sabia que não deveria ter aceito a transferência para Brasília! Flávio Correia, muito prazer! Sou Alice, sua ex-noiva! A ex-noiva que você deixou há cinco anos em São Paulo e nunca mais deu notícias. Seu verme!

Cena 2: Aniversário de 1 ano do filho de uns amigos em um buffet infantil

- Cara, que bom que vocês vieram! Olha, os cacchorros-quentes estão ali, bebidas lá os brinquedos ali atrás.

- Legal. Malu, leva o Júnior para brincar… E aí, cara!? E os negócios?

- De vento em popa! Nem me lembre daquela crise que nós passamos! O seu dinheiro veio em boa hora e está rendendo agora.

- Pois é. Eu vi no balancete que vocês me enviaram. Agora acho que vai, hein!?

- Ah, vai! Olha só quem chegou! Conhece minha namorada, a Mayra?

- Ahn… oi… Mayra! Muito prazer.

- Prazer, seu infeliz?? Fique sabendo que você nunca me deu isso!

- Como assim, amor? Vocês se conhecem?

- Se nos conhecemos? A gente morou junto! Eu e esse filho da p…

- A gente teve um caso, Jurandir. Bem antes de virarmos sócios. Não foi nada de mais…

- Nada de mais? Nada de mais? A gente já teria um filho de 12 anos se você não tivesse me convencido a abortar! E ainda por cima me passou gonorréia! GONORRÉIA, seu safado! Além de tudo, me largou no hospital, durante a consulta, com a desculpa de que ia fazer uma ligação para um médico amigo dele. E essa aí, é uma das suas biscates, seu m…

- É minha esposa, Malu. E aquele é meu filho, Wladimir Júnior…

19
Nov
08

Piadas prontas

Certos acontecimentos já vêm com suas piadas prontas.

Como no caso da astrounauta que derrubou uma mochila de ferramentas lá em cima, no espaço, na órbita da Terra.

Sai de baixo

Algumas sugestões para a legenda:

“Cuidado aí embaixo!” (óbvia, eu sei)

“É isso que dá botar mulher pra fazer serviço de homem.”

12
Nov
08

Adivinha quem é?

“Alô.”

“Oooooooi! E aí, Lelo, meu velho!”

“Oi.”

“E aí, cara!?”

“E aí o que?”

“Ué… e aí? Como andam as coisas?”

“Tá.”

“Hein?”

“Isso.”

“Que foi, Lelo? Aconteceu alguma coisa? ‘Cê tá bem?”

“Eu estou ótimo.”

“Tem certeza? Você tá meio distante…”

“Onde?”

“Pára de brincadeira, Lelo! ‘Cê tá bem mesmo?”

“Cada dia melhor. Faz só alguns segundos que as coisas começaram a não ir tão bem.”

(silêncio)

“Poxa, Lelão! Faz um tempão que não nos falamos e você me trata assim?”

“Dê graças a Deus. Se eu soubesse quem é, poderia tratar muito pior…”

 

O diálogo acima aconteceu de verdade há uns dias. E esse tipo de situação me deixa emputecido. Tem coisa pior que alguém te ligar e ficar com aquela historinha de “Adivinha quem é”? Argh! Isso é muito chato!

Existem duas situações distintas neste caso: quando você não fala com a pessoa há muito tempo e quando você acabou de conhecer a pessoa. Tanto no primeiro como no segundo caso é perfeitamente compreensível que você não se lembre do mala. Infelizmente, não é o que o seu interlocutor acha.

Por que as pessoa acham que eu sou obrigado a me lembrar de todos que me ligam? O que aconteceu com o bom e velho “Oi, Lelo! É o Fulano!”. Tudo bem que praticamente todo mundo tem identificador de chamadas no celular, mas um monte de gente, ou tem a porcaria do bloqueador de número, ou vive mudando de número.

E quando é aquela amiga da sua mãe, que você conheceu há uns cinco anos e nunca mais a viu? Sempre que liga pergunta “Quem tá falando?”. Nessas horas, agradeço a Deus por ter sangue lusitano nas veias: “Ué… quem tá falando é você. Com quem quer falar?”. Depois, quando encontro com a pessoa novamente, levo uma chamada por falar daquela maneira. Eu respondo da maneira mais educada possível: “Achei que fosse aquele trote do seqüestro…” Não dá! Eu já não tenho paciência para falar ao telefone com quem eu conheço, pior ainda com quem não conheço.

Bons tempos da caserna! Quando estava de serviço e alguém se aproximava, gritava: “Alto! Quem vem lá?” Se a pessoa insistisse, gritava a minha parte favorita: “Alto! Identifique-se ou eu atiro!”

Aaaaaaah… bons tempos!

07
Nov
08

Salão dos infernos

Hoje é o último dia útil do 25º Salão do Automóvel. Sim, dia útil. Vai até o dia 9 de novembro, mas atrapalha o já infernal trânsito de São Paulo até hoje.

Pois é. Não bastasse o caos diário, causado pelo aumento crescente de babacas que não sabem dirigir circulando pelas ruas paulistanas, ainda temos que receber babacas que não sabem dirigir em suas próprias cidades. Com seus respectivos carros, claro.

Mas o que mais me emputece não é o trânsito que fica três vezes pior nessa época (preço que pago por morar na maior cidade do Brasil), nem pelo fato de eu demorar 40 minutos para sair do estacionamento, devido à enorme fila formada pelos babacas na saída. O que mais contribui para a manutenção do constante desprezo que sinto pela mediocridade do ser-humano é a capacidade que alguns têm de superar a mediocridade média (isso mesmo que você está lendo). O cara passa o ano todo trabalhando para tunar o Kadett vinho: bota roda de liga leve cromada; entulha oito tipos de woofer ocupando todo o porta-malas e metade dos bancos traseiros; “lacra” os vidros com aquela película que no primeiro banho de sol fica roxa; instala aquele DVD player irado pra poder curtir os melhores clipes do Moleke Travesso ou um pancadão nervoso; rebaixa a suspensão até o ponto que ele tem que evitar ruas com lombadas ou valetas; põe aquele adesivo supimpa do cowboy e da cowgirl encostados na parede, um de cada lado da tampa do porta-malas; põe led azul na antena do rádio e nos esguichos do pára-brisa; instala aquele escapamento que simula o “tchiii” do turbo a cada troca de marcha; e, se sobrar uma grana, põe aquele neon bacana embaixo do carro (“Que nem o Velozes e Furiosos, véio!”).

Esse cara passa fome, deixa de comprar um presente pra namorada e pra mãe, só pra transformar o carro num troço que ele só vai conseguir passar pra frente num rolo (e ainda vai levar preju). Quando chega nessa época, desembolsa uma grana pra lavar o motor (que ele mandou cromar todo com a grana do 13º), ensopa as borrachas com silicone e encera o possante, pra pegar, juntamente com mais quatro babacas, uma hora e quarenta minutos de trânsito (com a janela aberta, pois o ar-condicionado, além de gastar mais gasolina, tá com um cheiro estranho…), mais 50 minutos no estacionamento até achar uma vaga (a qual faz ele e “os camarada” sairem se espremendo entre a porta e a coluna, pois os carros do lado ficaram em cima da faixa), mais 20 minutos de caminhada no sol (“é logo ali o Anhembi…”), mais 15 minutos de fila para entrar e curtir, por umas duas horas, carros que ele não compraria nem se tivesse economizado toda aquela grana para desvalorizar o carro (que já era uma galinha morta).

No fim do dia, já pensando no caô que ele vai ter que dar no chefe por ter faltado no serviço, ele vai chegar no seu carro, entrar, bater a chave e escutar aquele “tlec” seco do motor. Bateria arriada por conta dos 200 gatos que teve que fazer para alimentar toda aquela parafernalha sonora. Sempre tem outro babaca que anda com um cabo de chupeta (“Sacumé, né!? Já passei por isso, irmão…”) que acaba ajudando.

Aí o cara volta feliz pra casa, cheio de histórias e fotos, parando antes no primeiro posto para abastecer (“Essa porra bebe bagaráio!”). Aí, passeando pelos orkuts da galera, a gente vê os babacas, naquelas fotos tiradas com o celular, colocando a ponta do indicador na Ferrari, com a legenda “Nóis no salaum do automovel. Kra! Mó karraum. Inda vô tê, vc vai vê!”

E assim caminha a humanidade. Engatando a primeira e a segunda, até o próximo Salão do Automóvel.

06
Nov
08

Adesivos estúpidos – 1

Tem coisa mais batida que adesivo “nóis capota mais num breca” em Chevette ou Escort XR3? Ou mais idiota que adesivo “não me inveje, trabalhe” em Kombi velha?

Pois é. Quando se anda de carro por São Paulo (quando o trânsito permite, claro) a gente se depara com cada coisa estúpida. O meu caminho para o trabalho seria bem mais agradável se as pessoas fossem mais criativas. Seguem algumas sugestões que eu gostaria de ver andando por aí.

05
Nov
08

Prefiro morrer de sede

Empresa promete refrigerante se álbum do Guns N’ Roses sair

Uma companhia fabricante de refrigerantes dos Estados Unidos, a Dr. Pepper, afirmou que vai cumprir sua promessa de distribuir a bebida de graça para todos os americanos, caso o novo álbum do Guns N’ Roses seja realmente lançado ainda em 2008.